Pessoas Altamente Sensíveis - P.A.S.

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Você já ouviu estas perguntas?                                              

"Você é muito sensível." "Já  está cansada?"  "Você está com medo?" "Qual o seu problema?" "Não tem senso de humor?" ou seja muitas perguntas que apontam para "O que tem de errado com você"? 

Se você tiver ouvido frases como essas muitas vezes de pessoas bem intencionadas, parentes, professores e amigos, pode ser que você tenha aceitado isso como verdadeiro e passou a achar que tem algo de errado com você.

Não tem nada de errado com a sua sensibilidade, você apenas tem um sistema nervoso projetado para perceber sutilezas no ambiente, e na verdade isso é um grande recurso em vários ambientes. Cada pessoa tem a sua forma de se adaptar a essa percepção aumentada, portanto não se trata de um tipo de personalidade. 

 

P.A.S nascem com uma característica que faz com que sejam conscientes de vários tipos de mensagens sutis provenientes do ambiente externo e também interno, e a questão é que processam a informação que percebem com mais profundidade ou minúcia, gostam de refletir. Essa sensibilidade pode conceder algumas vantagens: em algumas ocasiões são mais intuitivas, conscientes, perceptivas, preveem consequências ou o que vai acontecer com outra pessoa. Também podem ser muito boas no trabalho com crianças, animais e plantas ou qualquer outra situação em que perceber sinais sutis for importante. Também podem ser muito boas com trabalhos detalhistas e para perceber erros. Conseguem ter uma visão geral do cenário, podem ser muito conscientes do passado e boas em previsão de resultados futuros. Muitas relatam uma vida subjetiva complexa e rica, uma preocupação com a justiça social, o meio ambiente, um talento espiritual e filosófico.

 

Uma vez que captam mais sutilezas também significa que frequentemente são mais facilmente sobrecarregadas com a estimulação intensa, por exemplo ficam incomodadas com barulho, estimulação visual intensa ou sobreposta, tecido áspero, odores estranhos, comidas não tão frescas, temperaturas extremas e todas as mudanças bruscas, multidões e pessoas desconhecidas. Como processam as informações mais profundamente costumam ficar pensando mais tempo sobre o significado das críticas que recebem, o motivo de uma rejeição ou traição, frequentemente sofrem mais tempo com as perdas e a morte. Outro fato curioso e que tendem a ter mais alergias e mais sensibilidade à dor, a medicamentos, cafeína e álcool. Costumam ser mais afetadas pela fome e ter uma necessidade de comer regularmente. Quando ficam muito cansadas, têm dificuldade de dormir. 

Porém nada disso as torna pessoas fracas, apenas diferentes.  

 

"Pessoa Altamente Sensível" é o termo cunhado pela Dra. Elaine Aron, pesquisadora e psicóloga americana, para falar de uma "Sensibilidade no Processamento Sensorial" do cérebro. São pessoas cujo sistema nervoso tem maior percepção de estímulos sutis e seu cérebro processa profundamente esta informação e a PAS atinge o "nível ideal" de estimulação antes das outras pessoas. Por exemplo, o volume de uma música no alto-falante vai incomodar a P.A.S. antes de qualquer outra pessoa no mesmo ambiente. O mesmo pode acontecer com calor, cheiros, um ambiente com muitas pessoas, o trânsito, um shopping center muito cheio. Também significa que ela ficará estressada, cansada ou irritada mais facilmente por causa desta maior reação aos estímulos. 

 

Se você for um(a) PAS ou se você convive com um(a) PAS precisa se conscientizar do seguinte:

  • Este é um traço de personalidade que é herdado por 15% a 20% da população, 50% homens e 50% mulheres, portanto não é um traço raro. Só no Brasil são 41 milhões de pessoas. Não se trata de uma característica nova, mas foi erroneamente rotulada como timidez, introversão, inibição, medo, etc. As P.A.S. podem ter algumas destas características mas não é condição, por exemplo, 30% das PAS são extrovertidas. A característica é a Sensibilidade do Processamento Sensorial, que é genética e não pode ser mudada. 
  • Nossa cultura valoriza o tipo extrovertido, forte, competitivo e portanto a P.A.S. muitas vezes sente-se isolada ou não valorizada. Durante sua vida as P.A.S. ouvem muitas vezes para não serem "tão sensíveis", mas elas não têm como evitar isto.
  • A Pessoa Altamente Sensível precisa aprender a se proteger do estresse desnecessário e usar esta sensibilidade a seu favor. As PAS têm um papel importante na sociedade, pois são excelentes observadores, intuitivos, artistas, conselheiros, etc. Em tempos de mudanças será muito bom que as P.A.S recuperem o seu papel na sociedade. 

 

Faça o inventário para ajudar você a pensar se isso se aplica a você.

 

Referências:

Dra. Elaine Aron (Journal of Personality and Social Psychology, 1997, Vol. 73, No. 2).

Dra. Elaine Aron, Pessoa Altamente Sensível, Use a Sensibilidade a seu Favor, Editora Gente, 2002

Dra. Elaine Aron, The Highly Sensitive Person's Workbook, 1999, Broadway Books

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Em breve link para o artigo científico:    A Análise Transacional pode ajudar a Pessoa Altamente Sensível a administrar sua auto-esima e suas relações interpessoais.   Autora: Maila Flesch  Publicado na REBAT (Revista Brasileira de Análise Transacional adquira pelo site www.unat.org.br)

 

RESUMO

A teoria de Elaine Aron discute o conceito de “pessoas altamente sensíveis” e atribui esta sensibilidade a uma característica inata presente em 20% dos indivíduos de todas as espécies. O presente artigo traz uma proposta de utilização da Análise Transacional para trabalhar a retomada da auto-estima das pessoas com esse traço e também a relação terapêutica adequada para esses clientes. Acredito na importância da divulgação dessa característica inata principalmente para a comunidade terapêutica, de forma que terapeutas não a vejam como um traço neurótico, depressivo ou defensivo. A recomendação é de que a “sensibilidade do processamento sensorial” possa ser tratada como uma característica, dando suporte ao cliente para que recupere a sua auto-estima, aprenda a lidar de forma a ter benefícios e a fazer a regulação da super-estimulação.